sexta-feira, 28 de abril de 2017

Midnight Oil, o show que o Rio espera há duas décadas

Por Rafael Cavalcanti/ especial para o Vitrolanews

Faz muitos anos que a surf music, estilo musical que embalou gerações, se perdeu. E se o mar não está para boas ondas, o jejum promete dar uma trégua. Depois de 15 anos sem subir aos palcos, o Midnight Oil abre a histórica turnê mundial, ‘The Great Circle 2017 World Tour’, começando pelo Brasil. Duas décadas sem pisar em terra brasilis, o grupo australiano, um dos mais conceituados do cenário surf music e conhecido também pelo seu ativismo, se apresenta este domingo (30) no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, onde a surf music fez história. O quinteto liderado pelo vocalista e ativista político Peter Garrett é completado por Jim Moginie (guitarra), Martin Rotsey (guitarra), Bones Hillman (baixo) e Rob Hirst (bateria).

O show, na véspera do Dia do Trabalhador, 1º de maio, promete entrar para a história da agenda carioca. Afinal, na cidade maravilhosa, a cultura praieira faz parte da vida do cidadão comum. Isso sem falar que faz duas décadas que não passam por aqui – a última apresentação foi no ‘Metropolitan’, na Barra da Tijuca, em 97, e deixou muitas saudades.

A volta do Midnight Oil à capital carioca representa muito mais para o público, o show é um colírio. Especialmente para uma juventude anos 80 e 90 que frequentava as areias de Ipanema com seu cabelo cuia, franjas e que curtia o dial da Maldita FM (Fluminense 94,9). A mesma que assistia no final de tarde os programas Realce e Vibração, exibidos pela Rede Record, embalados pelas trilhas sonoras de ‘Popstar’ (João Penca) e dos australianos Australian Crawl, Men at Work e, claro, Midnight Oil, só para citar alguns.

Mesma geração, porém, que ficou refém de uma indústria fonográfica pobre de talentos, pelo menos neste segmento. Jack Johnson e Ben Harper são os últimos a erguer a bandeira.

Se os tempos são outros, não parece que ele passou tão rapidamente para o Midnight Oil, que há 15 anos não se reunia nos palcos. Com uma banda de primeiríssima qualidade, os australianos mostram fôlego de sobra para embalar essa galera da praia, que vai poder reviver e curtir o som que embalou uma geração inteira.

Música raiz para nutella nenhum botar defeito, e sair dançando por aí ao som de ‘Blue Sky Mine’, ‘Forgotten Years’, ‘Kinf of the Mountain’ e ‘Beds are Burning’, entre outras. Esses australianos tiram onda!

Em tempo: após as apresentações no Brasil, a banda australiana passará por 14 países com a turnê ‘The Great Circle 2017 World Tour’.




Um comentário:

  1. Olá pessoal! tomamos conhecimento do blog de vcs a partir do BDG...e acompanhando! muito legal, conteúdo eclético e inteligente. Abraço, sucesso, vida longa.
    Abraço,
    Ronaldo

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