sexta-feira, 26 de maio de 2017

Proibição de Max e Iggor em documentário sobre o Sepultura é um desrespeito aos fãs da banda

No próximo dia 14 junho estreia nos cinemas do Brasil o documentário Sepultura Endurance. Gravado durante sete anos, o longa foi dirigido por Otávio Juliano e conta a história do grupo, que é o maior nome do metal nacional. Porém, um detalhe intrigou os fãs da banda. Essa semana a Folha de S.Paulo divulgou que os irmãos Cavalera não permitiram que músicas da fase deles fossem usadas no filme e, por uma determinação da justiça, o longa não terá alguns dos grandes clássicos da banda. A proibição é amparada pela Lei de Direitos Autorais 9.610/98, art. 29.

Mas, como assim? Qual a ideia de Max e Iggor com essa proibição? Prejudicar a banda ou os fãs? Ao que parece, a ideia dos irmãos é envolver os fãs numa briga de condomínio que já se estende por alguns anos, se agravou após a saída do Iggor da banda e, pelo visto, não tem previsão de fim. A consequência do veto às músicas do período Max e Iggor no documentário é que os fãs serão privados de uma fase importante da história da banda.

Sem querer entrar no mérito de qual fase é melhor que outra, até porque para mim as duas são igualmente valiosas, o fato é que Andreas e Paulo Xisto ao lado do Derrick e Eloy mantém o Sepultura na ativa fazendo um som de altíssima qualidade. E o que pode ser conferido no álbum mais recente, Machine Messiah, a banda vive uma das melhores fases e ainda com muita lenha para queimar e muito que oferecer aos fãs. Por outro lado, Max e Iggor mergulham num abismo sem fim. Musicalmente já não produzem algo que surpreenda os fãs há um bom tempo e, agora, tendem a perder também o respeito dos fãs que ainda os admiram. Ou eles não pensam que ao atacar Paulo e Andreas, proibindo as músicas no documentário, eles desrespeitam e afetam diretamente os seguidores da banda?
 
Ao jornal Folha de S. Paulo, o diretor do filme, Otávio Juliano, lamentou o veto dos irmãos Cavalera. “Não é nem a utilização de material antigo sendo usado no filme, é a banda atual tocando essas músicas. Mesmo assim, nós não estamos podendo utilizar da maneira que gostaríamos esse material. Mesmo com a banda atual, são pequenos trechos no filme realmente”. No domingo (21/05), o filme estreou em Los Angeles sob protesto: como não podia utilizar as músicas, ainda que gravadas pela formação atual da banda, o diretor deixou o filme mudo nos momentos em que as composições apareciam. "Foi a forma de a gente protestar", diz Juliano. Algumas das faixas proibidas estão entre as mais conhecidas do grupo, como Roots e Attitude.

Com ingressos já a venda para as principais salas de cinema do Brasil, Sepultura Endurance provavelmente terá alguns momentos mudos por aqui também.

As assessorias dos irmãos Cavalera e do Sepultura não quiseram comentar o assunto.

Um comentário:

  1. Pode crer, isso é muito mimimi. Vamos ver no que vai dar esse documentário assim. Uma coisa é certa, com essa atitude, os irmãos Cavalera só contribuem para que a fase sem eles fique mais conhecida entre os fãs.

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