segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Descanse em paz, Lemmy!


Morreu nesta segunda-feira, aos 70 anos de idade, Lemmy Kilmister, vocalista e baixista da banda Motörhead. O músico lutava contra um câncer e morreu em sua casa. A banda confirmou a morte em sua página oficial no Facebook. "Não há nenhuma maneira fácil de dizer isto. Nosso Poderoso, nobre amigo Lemmy faleceu hoje depois de uma curta batalha com um câncer extremamente agressivo", diz parte do texto (confira abaixo na íntegra). Ainda de acordo com o comunicado na página oficial da banda, Lemmy teria descoberto o câncer no último dia 26 de dezembro.

Comunicado oficial sobre a morte de Lemmy:

"Não há nenhuma maneira fácil de dizer isto... Nosso Poderoso, nobre amigo Lemmy faleceu hoje depois de uma curta batalha com um câncer extremamente agressivo. Ele havia descoberto a doença no dia 26 de dezembro e estava em casa, sentado na frente do seu vídeo game, com a sua família.
Não podemos começar a expressar a nossa consternação e tristeza, não há palavras.
Vamos dizer mais nos próximos dias, mas por agora, por favor... toquem Motörhead alto, toquem Hawkwind alto, Lemmy é tocar música barulhenta.
Bebe um copo ou poucos.
Compartilhe histórias.
Celebre esta linda vida, homem maravilhoso comemorado por si.
Ele iria querer exatamente isso.
Ian "Lemmy" Lemmy
1945-2015
Nascido para perder, viveu para ganhar."

sábado, 12 de dezembro de 2015

Estúdio Aldeia recebe nomes da nova cena independente

Supercombo/ divulgação
No próximo sábado, dia 19/12, três nomes da nova cena rock brasileira se encontram no palco do Estúdio Aldeia, em Petrópolis. As bandas Far From Alaska (RN), Supercombo (ES/SP) e Hover (RJ) apresentam seus atuais trabalhos.

O show marca o reencontro do Far From Alaska com o Supercombo, que estiveram juntas recentemente em uma turnê conjunta por vários estados do nordeste. Para completar, o show vai reunir as duas bandas logo após o lançamento de um single conjunto, lançado no dia 11/12. 

Atração confirmada do Lollapalooza 2016, o Supercombo apresentará as músicas do álbum "Amianto", lançado em 2014 e o terceiro na discografia da banda. Nas 12 faixas inéditas do álbum, o rock é aliado a melodias e letras imprevisíveis. Formada em 2007 em Vitória/ES, a Supercombo se consolidou em São Paulo e conta hoje com Léo Ramos (voz e guitarra), Pedro Ramos (guitarra e voz), Carol Navarro (baixo e voz), Paulo Vaz (teclado e efeitos) e Raul de Paula (bateria).
Far From Alaska/ foto Jomar Dantas


Embora de história bem mais recente, o Far From Alaska volta a Petrópolis com nomes de peso da cena potiguar: Emmily Barreto (vocal), Cris Botarelli (synth, lap steel e voz), Edu Filgueira (baixo), Rafael Brasil (guitarra) e Lauro Kirsch (bateria). Natural de Natal, a banda surgiu em 2012 e lançou em 2014 o primeiro disco: "modeHuman", lançado pela Deckdisc. Em um rock que bebe das mais variadas influências, o som da banda é completo por performances enérgicas ao vivo. Não por acaso, o FFA integrou o line-up do festival Lollapalooza 2015, se apresentando no mesmo dia que atrações como Pharrell Williams, Foster The People e Smashing Pumpkins. 

Hover/ foto Fernando Piva


Já a Hover, banda petropolitana que será a anfitriã do dia, traz agora um novo show. Reunindo singles de sucesso e canções do EP "Open Road", lançado em 2014, o quinteto formado por Saulo von Seehausen (voz e guitarra), Felipe Duriez (guitarra), Lucas Lisboa (guitarra), Pedro Fernandes (baixo) e Álvaro Cardozo (bateria) vai mostrar ainda músicas novas que integrarão seu álbum, em fase de finalização. O disco tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015. No dia 10/12, a banda deu o primeiro gostinho do novo trabalho com o single "My Name is Alaska".

Serviço: Supercombo, Far From Alaska e Hover
Data: 19/12 (sábado)
Horário: 15h
Local: Estúdio Aldeia
Endereço: Rua Olavo Bilac, 265 - Castelânea - Petrópolis/RJ
Classificação: 18 anos (menores podem entrar quando acompanhados de um responsável)
Ingressos: Lote 1 - venda antecipada ou meia entrada: R$30; entrada inteira: R$60.
Venda:
Pela internet:
https://www.sympla.com.br/supercombo--far-from-alaska--hover-em-petropolis__49745
Ponto de venda:
Trato Feito
Endereço: Rua do Imperador, 1065, Centro (ao lado do Tic-Tac) - Petrópolis/RJ
Venda física apenas em dinheiro

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Matanza apresenta show da turnê "Pior Cenário Possível" em Duque de Caxias

No próximo dia 20 de dezembro, o Matanza se apresenta em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A banda leva ao palco do Clube Recreativo Caxiense a turnê do último álbum, "Pior Cenário Possível", lançado este ano e que conta com um rock muito mais pesado e letras muito mais sarcásticas. Abrindo o show, as bandas Diabo Verde, 8mm e Revolt.

Conhecido no cenário nacional, o Matanza é uma banda que conquistou o seu público com canções irônicas e mal humoradas. Formada em 1996, a banda mistura influências do hardcore punk, country e heavy metal. No repertorio, canções como "Clube dos Canalhas", "Bom é Quando Faz Mal" e "Ela Roubou Meu Caminhão". O Matanza é formado por Marco Donida (guitarrista), Maurício Nogueira (guitarra), Jonas Cáffaaro (bateria), Dony Escobar (baixo) e Jimmy London (voz).

A Revolt traz para o palco uma sonoridade totalmente renovada e muito mais pesada. Com novo vocalista e guitarrista, a banda está em fase de gravação de um EP de inéditas e promete músicas novas nessa apresentação. A Revolt é Raphael Curioni (voz), Marcos Almir (guitarra), Régis Ferreira (baixo), Edu Coimbra (bateria) e Bruno Rocha (guitarra).

Também do Rio, a 8mm traz letras politizadas bem típicas do punk rock. Com quatro discos lançados, a banda traz em seu repertório músicas de melodias agressivas e únicas. A 8mm é formada por Alemão (Vocal), Fabio Garcia (Guitarra), Rodrigo Salgado (Guitarra), Zé Freitas (Baixo) e André Baba (Bateria).

Completando a noite, a Diabo Verde tem influências de Rise Against, Bad Religion e Pennywise. Suas canções autorais remetem a dúvidas, indignações, amores, fé e família sem deixar de mostrar peso e fúria na melodia. A Diabo Verde é formada por Paulinho Coruja (Vocal e Guitarra), Fellipe Madureira (Guitarra), Bruno Baiano (Bateria), Fábio Magoo (Baixo).

Serviço
Matanza


Data: 20 de dezembro
Horário: 16h
Local: Clube Recreativo Caxiense
Endereço: Rua Manuel Vieira, 397 - Centro - Duque de Caxias/RJ
Entrada: R$ 30,00 (2º lote) e R$ 35,00 (3º lote)
Classificação etária: 16 anos

20 anos de Maskavo Roots, o álbum



O álbum de estreia do Maskavo Roots, homônimo, completou 20 anos em março deste ano. Gravado em apenas 23 dias, no segundo semestre de 1994, o disco foi lançado pelo extinto selo Banguela e teve a produção assinada por Carlos Eduardo Miranda e Nando Reis.

Editado em CD, LP e K7, o disco trazia uma banda nova, com um formação grande e bem diferente dos padrões. Sete pessoas: Ricardo Marrara (baixo), Marcelo Vourakis (voz), Joana Lewis (voz), Quim (teclados), Prata (guitarra), Txotxa (bateria) e Carlos Pinduca (guitarra).

Considerado até hoje um dos principais discos dos anos 90, Maskavo Roots traz diferentes elementos, com uma mistura bem azeitada de reggae, pop, ska e rock. Passado alguns anos, o Maskavo (agora sem Roots) continua na ativa. Da formação original, permanece à frente do grupo o guitarrista Prata.

Todas as faixas de Maskavo Roots.
  1. Chá Preto
  2. Gravidade
  3. Tempestade
  4. Blond Problem
  5. 5°
  6. Don Genaro
  7. Far Away
  8. 45
  9. Los Grilos
  10. O Corpo (Dance 'til It Drops)
  11. Besta Mole
  12. Sexta
  13. Escotilha
  14. D.D.P.
  15. Yo No Quiero Trabalhar

sábado, 21 de novembro de 2015

Cannibal Corpse e Testament sacodem a lona do Circo Voador, no Rio de Janeiro


O Circo Voador, no Rio de Janeiro, recebeu na noite desta sexta-feira (20) dois dos maiores nomes do metal mundial: Cannibal Corpse e Testament.

Considerada uma das grandes bandas de Death Metal ainda em atividade, o Cannibal Corpse apresentou show de divulgação do álbum "A Skeletal Domain", mas não deixou de fora alguns clássicos como "Gallery of Suicide", "Tomb of The Mutilated", "Eaten Back to Life". O quinteto americano é formado por George “Corpsegrinder” Fisher nos vocais, Rob Barrett e Pat O'Brien nas guitarras, Alex Webster no baixo e Paul Mazurkiewickz na bateria.

Já o Testament, formado por Chuck Billy, nos vocais, Eric Peterson e Alex Skolnick, nas guitarras, o clássico e excelente baterista Gene Hoglan (ex-Death) e Steve DiGiorgio, no baixo, apresentou músicas do "Dark Roots of Earth", e músicas como "Practice What You Preach" e "The Formation of Damnation".
Confira abaixo alguns registros feitos por Gustavo Mello.








P.U.S.: de promessa a maior fiasco do metal nacional

Rodrigão, Selvagem, Syang e Ronan em divulgação do álgum Sin Is The Only Salvation
Quem viveu de perto a cena underground e metal brasileira nos anos 90, nunca se esquecerá (por bem ou mal) da banda brasiliense P.U.S. - Porrada Ultra Suicida. Formado em 1987, o grupo liderado por Ronan tinha, ainda, Simone Death (mais tarde Syang, aquela que ficou conhecida na casa dos artistas, no SBT) nas guitarras, e os excelentes músicos: Selvagem, no baixo, e Rodrigão, na bateria. 


Inicialmente, a banda trazia no currículo influências que iam de Slayer e Sodom a Death, Devastation, D.R.I. e S.O.D. O cartão de apresentação, o EP “Third World” (1990), que continha as músicas “Mosh”, “Homicidal Paranoid”, além da faixa título, era uma porrada única. Apesar da gravação precária, o trabalho trazia uma consistência que não demorou a despertar o interesse dos bangers e das gravadoras independentes. Tanto que, em 1991, o P.U.S. gravou o primeiro disco, homônimo, que caiu nas graças dos críticos e do público.

Em 1993 a banda lançou o split “Third World / XXX”, ao lado dos mineiros do Sextrash. Neste ano, o grupo passou a ser convidado para grandes festivais e dividiu o palco com nomes como Krisiun, Korzus, Volkana, The Mist e Kreator. A banda começava a alcançar o seu ápice produtivo e técnico. 

Já como uma produção caprichada, o quarteto brasiliense lançou, pela extinta gravadora Eldorado, o álbum “Sin Is The Only Salvation”, em 1994. Apesar do disco já apresentar uma mudança considerável em relação aos trabalhos anteriores, com uma pegada mais próxima do thrash do que o death metal, era um som muito maduro e competente. O álbum foi mencionado, por quase todas as publicações especializadas da época, destaque do metal nacional e elevou a banda a um novo patamar. Com "Sin is The Only Salvation" o P.U.S. garantiu presença em festivais na Europa e abertura de shows para o Anthrax e Fight, no Brasil.
Divulgacão do primeiro álbum

Quando parecia que a banda caminhava para se tornar de vez um dos grandes nomes da cena brasileira, algumas coisas ruins aconteceram. O baixista Selvagem fraturou a perna gravemente. Apesar de ter feito muitos shows sentado no palco (literalmente), o músico não resistiu e precisou se afastar. Para o lugar dele foi convocado Fred (ex-Restless). Com Fred a banda lançou, em 1996, Presets, o álbum que arruinaria de vez o P.U.S.. O disco misturava metal com música eletrônica e batidas tribais. Se a intenção era fazer algo como o Roots do Sepultura, erraram feio.

Em um tentativa desesperada de agradar aos produtores e conseguir arrecadar algum trocado, o P.U.S. deixou de ser a Porrada Ultra Suicida para virar uma banda "primitiva moderna", como passaram a se autointitular. Apesar do fiasco, Presets anda teve como destaque a música "Seu Verino", que contava de maneira bem distorcida uma parte da história do ex-baixista Selvagem. Uma grande injustiça.

Sem aguentar a pressão negativa e todas as críticas, não demorou muito para que a banda encerrasse suas atividades, no fim dos anos 90. Em 2003, Ronan ainda tentou ressuscitar o P.U.S. com uma formação totalmente nova, mas sem sucesso. 

É inegável a grande contribuição do P.U.S. para o metal nacional e, principalmente, para a cena underground em Brasília. O grupo foi responsável por produzir alguns dos principais shows da capital, como Sepultura, Kreator, Suicidal Tendencies. Mas, apesar de toda a contribuição prestada, a banda sempre amargará o fiasco da mudança. 

Abaixo a banda em dois momentos. No primeiro tocando a clássica música Mosh, do primeiro álbum, no The Super Metal Festival, em São Paulo, e o clipe de "Seu Verino", do último disco.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Jambalaia lança clipe do novo single MINHA COR

A composição levanta, em música, a questão do racismo e  preconceito que os negros ainda sofrem no país. O vídeo estará disponível no canal da banda no youtube.

A música tem data de lançamento para o mesmo dia em que o Brasil celebra a consciência negra. “A questão do racismo e toda a discriminação que existe, sempre foi algo que me tocou bastante. Acho válido compor sobre assuntos polêmicos e que a população precisa refletir”, conta Pedro Cezar, vocalista da banda.  MV Bill e outras canções que falam sobre racismo serviram de inspiração para MINHA COR. “Eu compus a letra e o resto da banda se dividiu para criar o arranjo. Todos se envolveram no projeto”, acrescenta Pedro.

A produção conta com o apoio do fotógrafo e cineasta Arthur Schnabel. O clipe relata o cotidiano de um homem comum que passa por problemas e dificuldades como qualquer pessoa. O modelo Jefferson protagoniza o vídeo na pele de um empresário, um trabalhador na entrevista de emprego, um morador de rua e um cidadão com contas a pagar.

MINHA COR é o segundo clipe da banda Jambalaia. O primeiro foi “Dose de Café”, do álbum “Tudo o que é nosso está guardado”. O disco está disponível para download no site da banda.



SERVIÇO 
Lançamento da música e do vídeo MINHA COR
Data: 20 de Novembro de 2015
Onde: youtube.com/bandajambalaia