sexta-feira, 2 de junho de 2017

Fergie sai do grupo Black Eyed Peas

Por Claudio Carneiro 

A cantora Fergie não é mais integrante do grupo Black Eyed Peas. O anúncio foi feito esta semana pelo músico Will.i.am em entrevista à revista Ahlan. O rapper confirmou que a banda está de volta mas um pouco diferente. Ele não informou o que Fergie Duhamel fará da vida. 

Na entrevista, William James Adams Junior evitou polemizar e manteve certo tom de mistério. "Desde o início de Black Eyed Peas, nós sempre tivemos vocalistas incríveis cantando conosco”. Pela banda passaram Macy Gray, Esthero e Debi Nova, por exemplo. “Em Elephunk - lançado em 2003 - várias vocalistas apareceram no álbum. Obviamente Fergie era a principal”, disse. Mas Willi.i.am lembra que em “Let's Get It Started”, foi Noelle Scaggs quem brilhou. Em “Latin Girls” foi Debi Nova. “Nós sempre trabalharemos com mulheres talentosas", afirma como quem diz “ninguém é insubstituível”. Segundo o líder do BEP, Fergie está trabalhando em projeto solo. 

O grupo foi criado em 1995 mas comemora 20 anos do primeiro disco. “Nós trabalhamos em várias músicas do projeto solo dela, nós estamos orgulhosos que ela fez sua marca, mas Black Eyed Peas está seguindo adiante em termos de conteúdo, tecnologia e experiências em nosso novo projeto, Masters of the Sun", disse o artista, referindo-se a história em quadrinhos que o grupo está produzindo em parceria com a Marvel.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Álbum conceitual dos Beatles, Sgt. Pepper’s faz 50 anos

'Álbum laboratório' foi um experimento de Paul McCartney, e teve o objetivo de explorar o amadurecimento da banda 


Por Claudio Carneiro

Nesta quinta-feira, 1º de junho, fãs dos Beatles em todo o mundo comemoram os 50 anos do lançamento do álbum considerado um dos maiores ícones da música britânica: o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Sucesso imediato de música e de crítica, o álbum conceitual saiu da cabeça de Paul McCartney – pressionado que estava pelo padrão de superexposição comercial imposto pela gravadora EMI.

McCartney teve a ideia de criar uma banda alterego e uma obra na qual pudesse experimentar o amadurecimento artístico dos quatro rapazes de Liverpool. O produtor George Martin aproveitou a oportunidade para testar novas técnicas de gravação. Resumindo, o Sgt. Pepper’s era um laboratório. Em depoimento para a Enciclopédia Oxford de Literatura Britânica, o professor Kevin J. Dettmar descreveu a obra como “o mais importante e influente álbum de rock and roll alguma vez gravado”.

Em Sgt. Pepper’s foi usado, pela primeira vez, um novo instrumento de teclado, o Mellotron, uma espécie de irmão mais velho dos sintetizadores, concebido na cidade inglesa de Birmingham. O disco marca também – mesmo que de forma trágica – o fim do desgastante relacionamento de Paul, John, George e Ringo com o empresário Brian Epstein – que insistia numa cansativa agenda de shows e de entrevistas. Ele morreria dias depois – em 27 de agosto – por overdose de Carbitol.

Pode-se dizer também que os dias que antecederam a concepção de Sgt. Pepper’s foram importantes para todos os integrantes dos Beatles. Foi neste período que o desgaste de shows e de brigas com Epstein provocou forçadas e merecidas férias de sete semanas. Nesse período, John Lennon conheceu Yoko Ono na cidade de Westminster, Paul e Martin trabalharam juntos na criação da trilha sonora do filme “The Family Way”, George Harrison foi dissuadido da ideia de deixar a banda e foi à Índia estudar cítara com Ravi Shankar, enquanto Ringo Starr aproveitou o período para ficar com a mulher, a cabeleireira Maureen, e o filho Zak – hoje respeitado baterista.

A obra e suas cifras

Os números de Sgt. Pepper’s são impressionantes. Foram quatro prêmios Grammy em 1968, 27 semanas no topo das paradas na Grã-Bretanha e 15 semanas nos Estados Unidos. Segundo números de 2014, o Sgt. Pepper’s integra a lista dos discos mais vendidos da história da música, com mais de 30 milhões de cópias. Ainda hoje, a obra é uma das mais ouvidas da discografia da banda – segundo a plataforma de streaming Spotify. O Brasil é o quarto país que mais ouve o álbum, atrás somente dos Estados Unidos, do Reino Unido e do México. O Spotify revela que “Lucy in the Sky With Diamonds”, “A Day in the Life” e “With a Little Help From My Friends” são as faixas mais reproduzidas do disco aniversariante.

Orçada em três mil libras – 60 vezes mais cara que as da época -, a capa icônica de Sgt. Pepper’s rendeu ao artista plástico Peter Blake o Grammy de “melhor capa de álbum”. Trata-se de uma colagem – com 57 fotografias – que estabeleceu definitivamente o conceito de álbum na música pop. Ali estão Bob Dylan, Fred Astaire, Karl Marx e ainda os psiquiatras Sigmund Freud e Carl Jung, as atrizes Marilyn Monroe e Mae West, os humoristas Stan Laurel, Oliver Hardy e W.C. Fields, os escritores Oscar Wilde, Edgar Alan Poe e Aldous Huxley, o ator Tony Curtis, o primeiro baixista dos Beatles, Stuart Stucliffe, entre outros. As imagens de Adolf Hitler e Jesus Cristo foram sugeridas por John “sempre ele” Lennon, mas ficaram de fora.

Melhor assim.